domingo, 9 de setembro de 2007

Mentiras



Quando falamos em violência pensamos em armas, murros, tiros, facadas, sempre em algum tipo de violência física, pois geralmente são os tipos de violência que os nossos olhos enxergam.
Mas pensando no assunto descobri que a violência emocional, psicológica, daquela que muitas vezes nem a gente mesmo consegue enxergar é muito pior.
Vítima de violência emocional da mentira, que arma perigosa é a mentira nas mãos de quem bem sabe utilizá-la, é capaz de fazer amigos, criar paixão, abrir fronteiras, onde a verdade inatingível.
O usuário da mentira faz suas vítimas sem o menor constrangimento, espalhando ilusões, criando sonhos que nunca serão realizados, em prol da própria satisfação pessoal, e o mentiroso compulsivo, faz de si, uma vítima também, pois acaba acreditando em suas próprias mentiras, e perde a noção do início e do fim das mesmas. Criando assim um círculo vicioso sem fim, pois está sempre inventando uma mentira para cobrir outra mentira, e se perde de tal maneira que acaba realmente acreditando que é verdade.
Existem vários tipos de mentira, acho que assim foi definida por um mentiroso, para que se tornasse mais fácil perdoá-las quando descobertas.
A mentira pra salvar a própria pele, tipo você comete um grande erro com relação a um amigo, e quando descobrem que foi você , sai de fininho e inventa uma mentira para não assumir o ato e perder o amigo, não vê que já perdeu o amigo pelo fato de ter mentido, será pior do que ter errado, um erro é mais fácil de perdoar do que uma mentira.
Tem a mentira que tem a pretensão de ser "da melhor forma possível" é do tipo que alguém diz uma mentira justificando o fato de que era melhor do que a verdade. A mentira nunca vai ser melhor do que a verdade, pois ao saber a verdade, a pessoa pode mudar, melhorar e fazer coisas incríveis quando tem a verdade nas mãos. A verdade mesmo que magoe, é um remédio para alma, pois é na verdade que nos revelamos.
Um dia, muito doente em um leito hospitalar, o paciente pergunta para o médico, Dr. eu vou morrer? O médico olha bem dentro dos olhos de seu paciente e responde: morrer todos nós vamos um dia, posso sair daqui agora e ser atropelado lá fora e morrer, assim como você pode tentar se salvar. Assim, sem mentir e iludir o seu paciente, o médico lhe deu forças para sobreviver.
Para a mentira não tem desculpas, não tem justificativas, o mentiroso é fraco, é covarde, é um tolo, pois além de prejudicar os outros prejudica a si, talvez até muito mais. Sua vítimas não seriam sempre as mesmas, o mentiroso vive numa busca incessante por novas vítimas, ele tem que ter sempre alguém novo pra enganar pois os que lhe conhecem, não lhe dão credibilidade.
O mentiroso é um doente, que carrega a mentira como quem carrega uma ferida purulenta aberta, no meio de seu caminho fica apenas ilusão, a ferida começa a feder e o mentiroso acaba sendo facilmente reconhecido por todos, ele fede.
Sabe já dizia o ditado, melhor a verdade mais horrível do que uma mentira razoável, creio que as verdades deveriam ser mais usadas, mais exploradas neste mundinho tão sofrível, é preferível um bandido honesto do que um amigo mentiroso.
Somos quem devemos ser, somos o que podemos ser, deixem-se amar pelo o que são realmente, permitam que a sua verdade seja respeitada, mesmo que ela não agrade, é a sua verdade e ninguém pode lhe tirar isso. Exponha-se, seja você mesmo, assim não lhe faltaram elogios, se houver as repreensões, elas fazem parte da vida nos tornam melhores. Assuma-se seja você de verdade.

sábado, 18 de agosto de 2007

Justiça

Somos diariamente atacados por notícias de dar verdadeiro terror. Violência, pânico, badernas, roubos, assaltos... não pára nunca, vivemos ano após ano nos seus 365 dias de violência, nossa, as vezes nem sei como me sinto, se em estado de pânico permanente ou demência profunda. Vivemos com tanta violência que estamos nos acostumando a ela, e quando menos esperamos, somos violentos também.
E o que fazemos? Nada, nos deixamos agredir de todas as formas, não falo só da violência física, há também a violência emocional, há a violência moral, que estamos tendo de engolir nas atitudes de nossos políticos.


Gente não podemos continuar assim, temos que fazer valer os nossos direitos, nós somos a força motora do nosso país, somos nós que movimentamos grandes somas de dinheiro, fazemos as máquinas trabalhar, ligamos e desligamos as luzes, nós o "povo" como somos chamados e definidos pelos nossos políticos. Nós é que colocamos eles lá e nós que devemos tirar quando não exercem bem o seu trabalho, nós somos os patrões e eles os nossos empregados. Acho que somos criados para ter uma visão distorcida da situação e isso vem de todas as gerações passadas. Enquanto a gente aperta os cintos para podermos pagar as contas e intermináveis impostos, nossos funcionários políticos apertam pacotes de dinheiro adquirido de forma ilegal, nosso dinheiro. Vamos colocar pra fora os maus funcionários, não é isso que fazemos na nossa empresa? Na nossa casa? Demitimos os funcionários incompetentes. Vamos exigir mudança nas leis constitucionais, vamos criar as regras de forma que elas favorecem o "povo". Vamos dar um basta em tudo que não presta.


Todo bandido merece cadeia, não vamos deixar impune toda esta violência que esgueira-se pela nossa porta de casa. Vamos exigir que todos os bandidos sejam punidos, afinal a única forma de acabar com a violência é combate-la. Não adianta ir para as ruas pedir justiça, temos de mobilizar as pessoas interessadas numa ação conjunta de forma geral. Vamos mostrar o tempo todo que estamos insatisfeitos, que queremos mudar, queremos viver em paz, sem estar com medo o tempo todo. Vamos mostrar que é simples, queremos apenas JUSTIÇA.

domingo, 12 de agosto de 2007

Pai ausente

Engraçado, mas quando se fala da ausência paterna referem-se na maioria das vezes às crianças... sou adulta mãe de família e encontro-me em tristeza profunda em data tão significante para todos que são ou que tem pai. Tenho pai, embora distante (apesar de morarmos na mesma cidade), mas emocionalmente que este dia se torna de profunda tristeza para mim. Não só o Dia dos pais, mas todos os dias em que fui criada e acostumada a ter meu pai do lado como o São João, Natal, Páscoa... Posso dizer que desde MINHA INFÂNCIA tive a presença paterna em tal datas, e como foi bom, hoje passo a todas as festividades só. Posso até justificar, não por que não tenha ninguém, pois tenho, mas por que não tenho um pai junto de mim, um pai que adorava soltar fogos, comprava todos os tipos de fogos, inclusive balão E NÓS SOLTÁVAMOS TUDO no São João, a noite era em casa co amigos que iam lá para festejar e ver todos os fogos lindos que o meu pai providenciava com antecedência, não precisávamos ir a festas, não precisávamos ir ao Recife Antigo a festa estava em casa, que unia nossos amigos e parentes, se houvesse algum paquera este estaria lá em nossa casa, participando da fogueira, assim como do Natal, da Páscoa e outras datas. Havia sempre espaço para os amigos, sem precisar de compravação, apenas bastava chegar e todos confraternizavam .
Hoje meu pai se encontra tão perto e tão longe, é como se eu não pudesse alcançá-lo, a dor é tão intensa que resolvi através deste blog colocar meus sentimentos de forma útil a todos aqueles que tem o pai perto e não sabem a importância de o tê-los, ou confraternizar com os que não tem mais o pai perto de si. Não sei bem onde me encontro, graças a Deus meu pai está vivo, mas não perto mim, não posso visitá-lo como seria o normal, não posso lhe dar um presente, nem mesmo ligar e dizer simplesmente: Feliz Dia dos Pais.